terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Mutante
O tempo passou e eu mudei. Mudei porque passei por experiências tão diversas, que amadureci minha visão sobre a vida. Mudei porque aprendi com meus erros e com os erros dos outros. Mudei porque me decepcionei com amigos. Mudei porque me decepcionei com amores. Mudei porque conheci pessoas tão maravilhosas que acabei espelhando-me nelas para tornar-me uma pessoa diferente, uma pessoa melhor.
Mudei e continuo mudando, talvez porque eu seja uma mudança permanente de humor, hábitos, idéias, planos, medos, sonhos, enfim uma mudança permanente de espírito, porém sem jamais perder a minha personalidade.
Mudo, embora permaneça a mesma.
Renovo-me a cada estação, aprendo com os erros, amadureço com as experiências vividas, equilibro-me entre os bons e maus momentos, sou como a vida exige que eu seja, uma mutante talvez, por quê não?
"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir.
Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu..."
Clarice Lispecto
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Mas há também quem diga que nem todas...
Só as de verão...
Mas no fundo isso não tem muita importância...
O que interessa mesmo não são as noites em si...
Mas sim os sonhos...
Sonhos que o homem sonha sempre...
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano...
Dormindo ou acordado...”
Willian Shakespeare
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
"Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta– havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza. " MUNCH! Resposta para uma amigo especial
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes